26 de agosto de 2016

120 integrantes da Força Nacional vão reforçar segurança em Porto Alegre


Por solicitação do governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, o presidente interino Michel Temer enviará cerca de 150 integrantes da Força Nacional a Porto Alegre para ajudar as autoridades locais a combater a onda de violência que amedronta e ameaça a liberdade dos cidadãos da capital gaúcha nas últimas semanas. Em reunião que teve com Temer, no final da manhã de hoje (26), Sartori pediu também a construção de uma penitenciária federal no estado, para aliviar o problema de superlotação dos presídios e delegacias estaduais.


A violência:


Nos últimos dias, uma médica foi assassinada na capital, um triplo homicídio ocorreu em Alvorada e um homem foi executado no Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). No final da tarde de ontem, uma mulher foi morta. Ela aguardava o filho do lado de fora da escola quando foi vítima de latrocínio.

Secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul pede exoneração:

Diante dessa situação, o secretário da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Wantuir Jacini, acabou por pedir ontem (25) sua exoneração do cargo, e um gabinete de crise foi criado para lidar com a situação. Ele será coordenado pelo vice-governador, José Paulo Cairoli.

Providências:

Na busca por amparo do governo federal, Sartori foi a Brasília para se encontrar com presidente interino Temer. Segundo o governador, Temer disse que deslocará um contingente da Força Nacional para auxiliar a Brigada Militar na região metropolitana de Porto Alegre. “Esta será a primeira etapa. Solicitamos, ainda, armas, equipamentos, veículos e também um presídio federal na capital ou para o RS, para ampliar as ações que todos temos nesse campo da área penitenciária de segurança”, disse o governador. O efetivo contendo em torno de 120 homens deverá chegar em Porto Alegre até domingo (28).

Fonte: Governo do Estado do RS.

24 de agosto de 2016

Pesquisa Ibope revela intenção de votos no primeiro turno em Porto Alegre


O Ibope ouviu 602 eleitores entre os dias 18 e 21 de agosto. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de quatro pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Rio Grande do Sul (TRE-RS) sob o protocolo RS-09253/2016. A pesquisa foi encomendada pelo Grupo RBS.


Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (22) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto na corrida para a Prefeitura de Porto Alegre:

- Luciana Genro (PSOL) - 23%
- Raul Pont (PT) - 18%
- Nelson Marchezan Júnior (PSDB) - 12%
- Sebastião Melo (PMDB) - 10%
- João Carlos Rodrigues (PMN) - 3%
- Júlio Flores (PSTU) - 3%
- Mauricio Dziedricki (PTB) - 3%
- Marcello Chiodo (PV) - 2%
- Fábio Ostermann (PSL) - 1%
- Branco/nulo - 15%
- Não sabe/não respondeu - 10%


Pesquisa espontânea

Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados são perguntados sobre a intenção de voto sem a apresentação dos nomes dos candidatos, 60% declaram não saber em quem votar, enquanto 15% declaram que pretendem votar em branco ou anular o voto.
A candidata Luciana Genro é mencionada espontaneamente por 7% dos porto-alegrenses, e Raul Pont e Sebastião Melo, por 5%. Nelson Marchezan Júnior, por 3%.

Avaliação da administração Fortunati

Na mesma pesquisa, os eleitores também responderam sobre a avaliação da administração do prefeito José Fortunati. Veja os números:

- Regular - 41%
- Ruim/péssima - 40%
- Ótima/boa - 17%
- Não sabem avaliar - 2%

Segundo o Ibope, 63% desaprovam a forma como Fortunati vem administrando o município; 29% declaram que a aprovam. Aqueles que não sabem ou preferem não responder somam 7%.

Fonte: (RBS/IBOPE)

23 de agosto de 2016

Prefeito de Arroio do Sal, Luciano Pinto (PDT) ameaça CCs que não ajudarem em campanha


O presidente da Famurs e prefeito de Arroio do Sal, Luciano Pinto (PDT), teve divulgados áudios publicados em um grupo de WhatsApp em que é flagrado coagindo servidores a prestarem apoio político na próxima campanha eleitoral. A denúncia foi levada ao ar no programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba. Nos áudios, Pinto pode ser ouvido falando na necessidade de apoio fora do horário de trabalho para fins políticos e também a incerteza de garantia dos empregos para aqueles que não se comprometerem com as campanhas deste ano.

Nos áudios, o prefeito é ouvido dizendo que vai observar os CCs: “eu não sou candidato, mas vou ficar observando, porque sinceramente, nós precisamos dos companheiros que vestem a camiseta”. Na sequência, fala do viés político e ameaça: “eu agradeço o trabalho que já é feito na Prefeitura, mas precisamos do viés político (…) quem estiver imbuído desse espírito, vai continuar, quem não estiver, eu compreendo e respeito, mas vai dar espaço pra outros (…)”. Pinto ainda ressaltou o comportamento dos CCs nas redes sociais: “muita gente que tão (sic) ocupando cargos, que tem Facebook, eu não vejo curtir. Muitos não curtem nada da Prefeitura, daquilo que eu postei.”

O prefeito alegou que não realizou nenhuma reunião oficial e que o conteúdo dos áudios foi divulgado de modo informal em um grupo de WhatsApp. Ele afirmou que não vê gravidade na questão e que, na verdade, demonstrou preocupação com o futuro dos servidores. Pinto ainda assegurou que não fazia menção ao trabalho dos CCs dentro do expediente, e sim fora dele, como apoiadores.”Não me reuni e não estou pressionando ninguém”, disse.

FONTE: http://www.radioguaiba.com.br/noticia/em-audio-presidente-da-famurs-ameaca-ccs-que-nao-ajudarem-em-campanha-eleitoral/

28 de junho de 2016

Operação Boca Livre: PF faz operação contra desvios da Lei Rouanet


A Polícia Federal, em ação conjunta com a CGU - Controladoria-Geral da União, deflagrou, nesta terça-feira (28), a Operação Boca Livre,  que visa apurar o desvio de recursos federais em projetos culturais com benefícios de isenção fiscal previstos na Lei Rouanet.

A investigação apura eventos corporativos, shows com artistas famosos em festas privadas para grandes empresas, livros institucionais e até mesmo uma festa de casamento que foram custeados com recursos da Lei Rouanet, de acordo com a denúncia.

São cumpridos 14 mandados de prisão temporária e 37 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Trabalham no caso 124 policiais federais e servidores da Controladoria Geral da União. Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal em São Paulo.

As fraudes ocorriam com a não execução de projetos, com o superfaturamento, notas fiscais de serviços ou produtos fictícios, projetos simulados e duplicados, além da promoção de contrapartidas ilícitas às incentivadoras.

Segundo as investigações da Operação Boca Livre, um grupo criminoso atuou por quase 20 anos no Ministério da Cultura e conseguiu aprovação de R$ 180 milhões em projetos fraudulentos. O nome da operação diz tudo.

23 de junho de 2016

Ex-ministro Paulo Bernardo é preso



Foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (23) o ex-ministro Paulo Bernardo, dos governos Lula e Dilma, em uma operação da Polícia Federal realizada após desdobramento da Lava Jato. Ele foi detido em Brasília, no apartamento funcional onde estava com a mulher, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-­PR). 

A casa dos dois em Curitiba também foi alvo de buscas. O petista foi levado à sede da PF em São Paulo, onde estão centralizadas as investigações. 



22 de junho de 2016

A disputa eleitoral para a Prefeitura de Porto Alegre



A "mão da esquerda"

As eleições municipais para a prefeitura de Porto Alegre, nos últimos anos, foram decididas pela por um diferencial bastante específico: a conquista do voto de esquerda. Se voltarmos quase 30 anos na história de nossa cidade teremos os seguintes prefeitos: Raul Pont (PT), Tarso Genro (PT),  José Fogaça (PPS/ PMDB) e José Fortunati (PDT). 

Mas o que eles têm em comum? Ambos possuem uma identidade, algum tipo de relacionamento passado com a  esquerda.

Tarso Genro e Raul Pont foram eleitos pelo PT (Partido dos Trabalhadores) na ascensão do partido e da esquerda em Porto Alegre. José Fogaça, em 2004, pertencia ao PPS (Partido Popular Socialista), mas também  foi professor de cursinho e o defensor das Diretas Já e José Fortunati, bem, este pertenceu ao PT, inclusive sendo vice-prefeito em 1997 pelo partido. Ambos, de alguma forma, possuem algum tipo de elo com um passado de esquerda e com partidos de esquerda. 

Porto Alegre é um dos maiores berços da esquerda, combinadas com a intervenção de uma visão internacional da utopia do socialismo, sendo um dos colegiados mais expressivos no país. Porto Alegre foi a capital que sediou o Fórum Social Mundial e que por muito tempo foi sinônimo de esperança de tempos melhores, com a filosofia de políticas socialistas que pregavam mais pluralismo, politicas sociais, medidas e participações populares, apelo a práticas mais democráticas e pela luta de direitos de categorias, como por exemplo os professores, com base em uma visão mais revolucionária, propagada na época pelo PT, que já foi considerado o movimento de esquerda mais importante da América Latina.

Pois de fato, até hoje, estes valores e preceitos estão enraizados na cultura da nossa capital. 

Basta observarmos hoje as invasões sistemáticas ao Centro Administrativo, nas Escolas, na Assembleia Legislativa e recentemente na Câmara de Vereadores (ainda ocupada) e outros. Trata-se de uma espécie de “herança sanguínea revolucionária” na qual a cultura da nossa capital absorveu esse tipo de comportamento.

Mas há também outras correntes que decidem em Porto Alegre. Proporcionalmente contrários a esses eleitores estão os eleitores que se opõem totalmente a essa visão esquerdista e revolucionária e que, portanto, votam categórica e radicalmente contrários a essa lógica.

Restando um pequeno espectro eleitoral, uma oscilante fatia de indecisos que migram tanto para direita e para a esquerda, conforme o “andar da carruagem”.

Não estou dizendo que um candidato "anti-esquerda" ou "anti-direita" não seja capaz de conquistar a Prefeitura de Porto Alegre, não é isso. Entretanto, as chances se amplificam, quando há uma combinação de história + discurso + currículo  que seja agregadora, de modo a unir o eleitorado, de esquerda e direita, em uma nova direção. E a história de Porto Alegre confirma isso.


A disputa eleitoral de Porto Alegre

Na disputa eleitoral de Porto Alegre temos os seguintes pré-candidatos e partidos: 

O ex-deputado e ex-secretário de educação do estado Vieira da Cunha (PDT), que certamente é forte candidato (poderia-se dizer o favorito) por seu currículo, experiência e por seu partido ter a identidade que possui em nossa capital. Também pela identidade Brizolista, que acompanha a história do partido e de seus membros e que, portanto, pode vir a fazer diferença. Vieira deverá vir acompanhado de PP como vice;

O atual vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB), também forte candidato, que sabidamente possui muita experiência, tanto na Câmara quanto junto a Prefeitura, precisará de muito jogo de cintura na disputa eleitoral, devido ao natural desgaste do governo e os ataques que irá receber ao longo da campanha. Melo virá apoiado pelos partidos que já declararam apoio, PHS, PPS, PSB e PSD, que provavelmente virá de Vice;

Na disputa também temos o deputado estadual Mauricio Dziedricki (PTB), que deverá estabelecer em breve um candidato à vice. O PTB virá com um candidato jovem e cheio de energia que certamente irá fazer barulho;

Também na disputa temos o jovem vereador Rodrigo Maroni (PR), ainda no primeiro mandato, protetor dos animais, que deverá sofrer assédio de diversos partidos, já que o tempo de TV também é recurso de extrema relevante na disputa;

Há, ainda, os pré-candidatos dos deputados federais Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e Onyx Lorenzoni (DEM), ambos com um posicionamento bastante parecido (ambos anti-PT), entretanto candidatos distintos, mas com um poder de comunicação excelente e afiado em seus discursos. Ambos já concorreram a prefeitura em outros momentos e podem surpreender. Possuem perfis diferentes e um senso crítico bastante apurado e ideias novas para a cidade;

Marcello Chiodo do (PV) é ex-vereador de Porto Alegre e também concorrerá. É cabeleireiro e presidente do SINCARS (Sindicato dos Cabeleireiros do RS);

Ainda no tabuleiro estão Vera Guasso (PSTU), e Luciana Genro (PSOL), na qual se colocam totalmente contrários as práticas administrativas hoje realizadas na prefeitura. Luciana Genro sempre vem muito bem preparada para a disputa eleitoral, com discurso firme e bastante duro, muito semelhante ao PT no seu começo nos anos 80. Já o PSTU, geralmente, adquire o voto de protesto dos mais radicais de extrema esquerda.

Quanto ao (PC do B), de Manuela D’ávila, esta possivelmente irá se agregar ao ex-deputado Raul Pont (PT), que seria o maior representante da esquerda hoje em nossa capital, pelo seu passado, como deputado e ex-prefeito de Porto Alegre. Ambos são bons debatedores, mas Raul Pont certamente é mais experiente e possui uma representatividade muito forte com aquele eleitor que mencionei acima, identificado com os valores e raízes de esquerda histórica em nossa capital.

Ainda haverá alguns ajustes e modificações neste cenário de articulação política dos partidos, mas em breve teremos a oficialização das candidaturas.

Certamente a conjuntura político nacional, bem como o cenário econômico, as investigações da Lava Jato e demais fatos políticos de nosso cotidianos e desgaste sistêmico da classe política vão refletir nas urnas. 

Os candidatos deverão ter paciência, estar muito bem preparados para enfrentar críticas, bem como ter muita competência para realizar proposições realistas e coerentes com as eminentes necessidades da capital dos gaúchos.

O cenário político atual aponta para a tradicional polarização das candidaturas (direita e esquerda) e, portanto, os partidos deverão se articular no sentido de realizarem uma força de coalizão para o segundo turno, tanto na esquerda quanto na direita, de modo a obter maior força para a conquista do eleitorado. 

Como disse a Esfinge a Édipo: Decifra-me ou devoro-te. Quem decifrar em tempo o enigma da Esfinge poderá estar a frente da Prefeitura de Porto Alegre no ano que vem.  O jogo já começou e a decisão sempre acontece no detalhe. Que vença o melhor para nossa cidade!

21 de junho de 2016

Confira o cronograma do Acampamento Farroupilha 2016


A Coordenação de Tradição e Folclore da Secretaria da Cultura de Porto Alegre divulgou nesta segunda-feira, 20, o cronograma do Acampamento Farroupilha 2016. O evento está programado para iniciar dia 7 de setembro com encerramento no dia 20 de setembro. Conforme o coordenador de Tradição e Folclore, Giovani Tubino, as entidades estão convocadas para o dia 4 de julho, para reunião geral, onde será divulgado o regulamento, as regras dos bombeiros e demais esclarecimentos.

Cronograma
04 de julho - 20h - Reunião-geral com acampados para divulgação do Regulamento 2016, regras dos bombeiros e ainda esclarecimentos gerais. Comparecimento obrigatório dos patrões das entidades.
Local: Centro de Eventos Casa do Gaúcho no Parque da Harmonia.

Inscrições
De 11 a 15 de julho - Período de inscrições do Acampamento 2016
Local: Usina do Gasômetro das 9h às 12h e das 13h30 às 17h.

Requisitos para inscrição
1- Alvará do ano anterior, assinado e sem penalidades;
2- Projeto Cultural a ser desenvolvido no evento, com data e horário, impresso e em mídia;
3- Ata atual da Patronagem;
4- Comprovação de filiação a uma associação (1ª RT, Acamparh, Aspergs, MTG), ou então comprovação de CNPJ da entidade;
5- Comprovação de dois integrantes, pelo menos um com curso de prevenção de incêndio com certificado válido.
6- Comprovação de depósito do valor correspondente ao pagamento da conta de energia elétrica.

Para as entidades novas que pretendem espaços no Acampamento Farroupilha 2016, além destes requisitos deve acrescentar a Ata de Fundação da Entidade.

Obs.: Hoje não existem vagas para novas entidades, pois, a Comissão deverá determinar a quantidade de vagas a partir do término do período de inscrições.

Montagem e Desmontagem do Acampamento
Período oficial do evento:  de 7até 20 de setembro.
Período de Montagem: de 20 de agosto até 2 de setembro
Vistoria dos Bombeiros: De 2 até 6 de setembro
Período de desmontagem: de 21 até 30 de setembro

Fonte: Prefeitura de Porto Alegre

20 de junho de 2016

Intolerância, você não me toma!



Fui acadêmico de Ciência Política e me formei em 2008, após estudar quatro longos anos. Participei de Seminários, Grupos de Estudo. Aprofundei-me em livros de todas as raízes político-sociais existentes, de ambos os lados e ao centro. Dentre alguns famosos autores estudei Hobbes, Comte, Marx, Weber, Goffman, Rousseau, Maquiavel e muitos outros brilhantes autores que me fizeram pensar. Faz parte do trabalho de um acadêmico de Ciência Política aprofundar-se, ao máximo, em teorias e autores e tentar extrair o melhor de cada um para criar um pensamento. Por fim, consagrei-me com um trabalho de conclusão. Não fiz nada demais, nada além de minha obrigação como estudante, além de acompanhar o feito que meus colegas de classe também realizaram comigo. Mas o que aprendi com todos esses anos de estudo? O que posso dizer, com sabedoria, que possa se diferenciar da opinião da grande maioria?

Pois bem, posso dizer algumas coisas, com toda a certeza. O que posso categoricamente revelar a todos é que cada autor possuía uma maneira ímpar de olhar para o comportamento humano, para a sociedade, para a lógica das relações, para as causas, efeitos e consequências dos acontecimentos sociais e políticos. Uma mesma situação e diversos olhares diferentes. Nada demais!

Se observarmos a palavra "Partido", referindo-me especialmente aos partidos políticos, ora, estes, como o próprio nome já diz, representam uma parte da sociedade, portanto não a totalidade absoluta da sociedade, apenas uma parte. Partido, portanto é parte, não o todo.

Da mesma forma e por essa mesma lógica um partido político não representa a verdade absoluta, mas a sua verdade. Portanto um partido não pode possuir ou se dizer detentor da verdade absoluta. A “ideologia político-partidária” nada mais é que a “verdade daquele partido”. Uma maneira de ver o mundo, razão para lutar, o motivo que veio, etc.

Entretanto algumas pessoas, talvez ingênuas, passam a acreditar que um único partido pode ser, como diz o poeta Raul Seixas "o princípio, o fim e o meio".

É admiravelmente constrangedor como há pessoas que realmente acreditam que um único partido pode mudar o mundo ou transformar a água em vinho.

Não podemos esquecer que em meio aos partidos políticos, como em qualquer lugar do mundo há todos os tipos de homens e todos os tipos de interesses. Também não devemos esquecer que política é uma espécie de "jogo do poder, para adultos". Então: "aquele que nunca errou que atire a primeira pedra; disse Jesus.

Não estou aqui para dizer que A é melhor que B, estou aqui para abrir seus olhos. A e B disputam sua atenção. A questão é, qual o meio que utilizam? São lícitos? Respeitam a Constituição? As regras do jogo? São legais?

Sim, e deixe-me lhe dizer, que se você não respeita a sua constituição, bom, então você não deve respeitar nada, nem regras de trânsito, nem sua esposa em casa e muito menos seus filhos. Não deve respeitar nem a fila do banco, pois essa é a lei maior que rege nosso país e, portanto, merece todo o nosso respeito!

Amigos, outra coisa que aprendi em horas e horas de estudos, com excelentes professores, de direita e de esquerda e, principalmente, com a prática da vida pública é que a política se faz com diálogo, com paciência, com tolerância. É uma espécie de negociação, ao qual se respeita a parte alheia, pois a mesma tem o mesmo direito que você possui, de expor seu ponto de vista, ideias e de falar. É o respeito ao diferente que permite que a democracia possa existir.

 Mas o que estamos vendo hoje é cada vez mais a imposição do autoritarismo, to extremismo, da intolerância, da obstrução da lei, da ordem, da justiça, dos direitos civis (de ir e vir, por exemplo).

Chegamos ao ponto de sermos obrigados a incorporar técnicas para tolerar o intolerante.

A todo o momento há obstrução do tráfego de veículos. "Manifestantes" que estão reivindicando por seus direitos. Ok, ok. Maravilha! Todos nós temos o direito constitucional de nos manifestarmos, mas sem desrespeitar o direito de outrem.

É como diz aquele ditado: “A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro”. A partir do momento que eu impeço a passagem de um pai de família indo para o trabalho, uma mãe, levando seu filho para a creche, um caminhoneiro que vai entregar sua carga com hora marcada, uma mulher que vai ganhar seu bebê e precisa chegar com urgência no hospital ou qualquer outro cidadão que, por motivo algum senão sua vontade deseje passar eu estarei violando seu direito constitucional de ir e vir. Todos nós temos direitos e deveres, sendo que nossos direitos devem ser respeitados, sem exceção!

Cansei de ouvir a tal "fábula do golpe". Ora, ora, não podemos ser tão bobos. Se Impeachment fosse golpe acham que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizaria? Amigos, temos uma constituição, temos uma democracia em vigor, não sejamos ingênuos.

Os discursos totalitários e fascistas são aqueles tentam desconstituir a lei, aqueles que a executam, a ordem e os costumes em vigor em detrimentos de uma causa maior, algo puro e celestial, como se fôra a “água do jardim do Éden”. Existe algo maior do que a nossa constituição?

Não há preceitos constitucionais que fundamentem tais clamores, apenas o interesse pífio do poder pelo poder, empregando palavras de ordem, como uma organização orquestrada para combater um mal, como um exército. Em seus gritos apenas "RÓTULO, RÓTULO.....", como por exemplo: "Não vai ter golpe". O que estão dizendo é o seguinte, vou traduzir: Não aceitamos a constituição brasileira. “Não aceitamos as leis que regem o estado de direito”. “Governamos como quisermos, pedalada é o caramba”. “Não aceitaremos sermos julgados, quem pensam que são?”.

Instaurar o caos em um país estacionado em problemas de todas as naturezas não é a solução para nada. Está descontente? Ótimo, eu também estou! Mas façamos o seguinte, respeitando a constituição e legitimidades dos direitos alheios realize sua manifestação ordenadamente, sem agredir ninguém, respeitando o direito do outro cidadão, a ordem, a lei e os bons costumes. Será que é tão difícil?

Podemos gritar o que quiser: “Fora Dilma, Fora Temer, Fora Dunga, Fora Sunga”, desde que isso não seja agredir o próximo, podemos sim nos manifestar, em grupos, ordenadamente, mas sem obstruir o caminho de ninguém.

Qual a razão de não termos tumulto no movimento Brasil Livre? Será que foi apenas uma coincidência? Eu acho que não. Foi um movimento ordeiro, sem agressões e baderna, e as reivindicações foram de todas as naturezas. (não estou julgando o mérito, apenas a forma).

Não é impedindo um professor de exercer sua atividade que estarei construindo uma sociedade melhor. Não é queimando pneus em uma rodovia movimentada e obstruindo a passagem de pessoas que nem me conhecem que vou me fazer legítimo em minha luta. Não é agredindo quem pensa diferente, seja com palavras ou fisicamente, que terei merecimento para defender um ponto de vista.

É através do diálogo, da paciência, da conversa e principalmente do bom senso que chegaremos a algum lugar. Mas infelizmente as pessoas não enxergam que são manipuladas. Mas uma coisa lhes garanto, amigos, até mesmo isso um dia acaba e você acorda, acredite, pois quem já trilhou essa estrada sabe onde ficam os buracos!

Um dia a máscara cai.

14 de junho de 2016

Conselho de Ética da Câmara aprova parecer pela cassação de Cunha


Em votação apertada, na tarde desta terça-feira (14) foi aprovado pelo Conselho de Ética da Câmara o parecer pela cassação do mandato do Presidente afastado, Deputado Federal Eduardo Cunha. 

Por 11 a 9, Conselho de Ética aprova parecer pela cassação de Cunha. Ele foi acusado de mentir a CPI. Ainda caberá recurso à CCJ.




1 de junho de 2016

Torquato Jardim é o novo Ministro da Transparência



O jurista Torquato Jardim, especialista em direito eleitoral e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é o novo ministro da Transparência em substituição a Fabiano Silveira que foi demitido após ser flagrado em conversas conspiratórias sobre a Lava ­Jato com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB­AL). A cerimônia de posse será nesta quinta-­feira. 

Desde que Michel Temer assumiu a Residencia da República interinamente, em 12 de maio de 2016, essa é a segunda vez que um ministro é afastado por escândalo de conspiração contra a operação Lava Jato. A poucos dias o então ministro do Planejamento Romero Jucá também deixou o governo. O motivo da saída se deve também a divulgação das conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-­RR), sugeriu ao ex­-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.

23 de maio de 2016

Romero Jucá deixa governo Temer




Romero Jucá, disse que irá pedir licença do Ministério do Planejamento a partir desta terça-feira, até que o MPF se manifeste.

Segundo o ministro, até que o Ministério Público apresente um parecer, ele permanecerá licenciado. Depois, disse que aguardará decisão do presidente em exercício, Michel Temer, sobre se irá querê-lo de volta ao governo ou não. “Estou consciente que não cometi irregularidade”, declarou.

O motivo da saída se deve divulgação das conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB­RR), sugeriu ao ex­ presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.

Gravados de forma oculta, os diálogos entre Machado e Jucá, que foram divulgados hoje pelo Jornal Folha de São Paulo, mas ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As conversas somam 1h15min e estão em poder da PGR (Procuradoria­Geral da República).

19 de maio de 2016

PT confirma Raul Pont como pré-candidato a Prefeito de Porto Alegre



O Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou, nesta quinta-feira (19), que Raul Pont é o nome escolhido pela legenda para disputar a prefeitura de Porto Alegre em outubro. Segundo o presidente estadual do PT no Rio Grande do Sul, Ary Vanazzi, o ex-deputado estadual, que também já foi prefeito da Capital, estava afastado de eleições nos últimos anos, mas aceitou o convite dos dirigentes da legenda para disputar o Paço Municipal. A idéia do PT é atrair a deputada Manuela D'Ávila para a chapa.

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) ainda não confirmou a coligação, nem a composição de chapa e, até a presente data, não possui candidatura própria.

O  ex-deputado estadual já foi prefeito da Capital em 1996.

Lei da ficha limpa estadual é sancionada pelo governador Sartori

A nova regra proíbe a nomeação em cargos públicos do Estado de pessoas inelegíveis

Em cerimônia no Palácio Piratini ontem (quarta-feira, 18), o governador José Ivo Sartori (PMDB) sancionou o projeto de lei que cria a lei da ficha limpa estadual, pela qual fica proibida a nomeação em cargos públicos do Estado de pessoas declaradas inelegíveis pela Justiça Eleitoral. 

A proposta, que foi aprovada por unanimidade pela Assembleia Legislativa, é da deputada Zilá Breitenbach (PMDB). A lei aplica-se para os cargos efetivos, em comissão ou com gratificação de função, abrangendo cargos de chefia, Secretário de Estado, Secretário-Adjunto, Procurador-Geral de Justiça, Procurador-Geral do Estado, Defensor Público Geral, Presidentes, Superintendentes e Diretores de órgãos da administração pública direta e indireta, fundacional, autarquias e agências reguladoras estaduais.

12 de maio de 2016

Após 20 horas de sessão Senado aprova Impeachmente e Dilma é afastada por até 180 dias



Pelo placar de 55 a 22 o Senado Federal aprovou a abertura do processo de impeachment e Dilma é afastada por até 180 dias. O Vice-presidente Michel Temer assumirá a Presidência.

Confira abaixo como foi a votação dos Senadores:

COMO O SENADO VOTOU O PEDIDO DE IMPEACHMENT

55
A FAVOR
22
CONTRA
0
ABSTENÇÕES
2
AUSENTES
Para aceitar o processo e afastar a presidente Dilma Rousseff de suas funções por 180 dias são necessários metade mais 1 dos votos dos senadores presentes

SIM55
NÃO22
ABSTENÇÃO1
FALTAM VOTAR0
Senador(a)PartidoUFComo votou
Acir GurgaczPDTROSim
Aécio NevesPSDBMGSim
Aloysio Nunes Ferreira
PSDBSPSim
Alvaro DiasPVPRSim
Ana AméliaPPRSSim
Angela PortelaPTRRNão
Antonio AnastasiaPSDBMGSim
Antônio Carlos Valadares
PSBSESim
Armando MonteiroPTBPENão
Ataídes OliveiraPSDBTOSim
Benedito de LiraPPALSim
Blairo MaggiPRMTSim
Cássio Cunha LimaPSDBPBSim
Ciro NogueiraPPPISim
Cristovam BuarquePPSDFSim
Dalírio BeberPSDBSCSim
Dário BergerPMDBSCSim
Davi AlcolumbreDEMAPSim
Donizeti NogueiraPTTONão
Edison LobãoPMDBMASim
Eduardo AmorimPSCSESim
Eduardo BragaPMDBAMausente
Elmano FérrerPTBPINão
Eunício OliveiraPMDBCESim
Fátima BezerraPTRNNão
Fernando Bezerra Coelho
PSBPESim
Fernando CollorPTCALSim
Flexa RibeiroPSDBPASim
Garibaldi Alves FilhoPMDBRNSim
Gladson CameliPPACSim
Gleisi HoffmannPTPRNão
Helio JosePMDBDFSim
Humberto CostaPTPENão
Ivo CassolPPROSim
Jader BarbalhoPMDBPAausente
João Alberto SouzaPMDBMANão
João CapiberibePSBAPNão
Jorge VianaPTACNão
José AgripinoDEMRNSim
José MaranhãoPMDBPBSim
Jose MedeirosPSDMTSim
José PimentelPTCENão
José SerraPSDBSPSim
Lasier MartinsPDTRSSim
Lídice da MataPSBBANão
Lindbergh FariasPTRJNão
Lúcia VâniaPSBGOSim
Magno MaltaPRESSim
Marcelo CrivellaPRBRJSim
Maria do Carmo Alves
DEMSESim
Marta SuplicyPMDBSPSim
Omar AzizPSDAMSim
Otto AlencarPSDBANão
Paulo BauerPSDBSCSim
Paulo PaimPTRSNão
Paulo RochaPTPANão
Pedro Chaves
(suplente de Delcídio Amaral
cassado pelo Senado)
PSCMSnão assumiu
Raimundo LiraPMDBPBSim
Randolfe RodriguesREDEAPNão
Regina SousaPTPINão
Reguffe
sem partido
DFSim
Renan CalheirosPMDBALabstenção
Ricardo FerraçoPSDBESSim
Roberto RequiãoPMDBPRNão
Roberto RochaPSBMASim
RomarioPSBRJSim
Romero JucáPMDBRRSim
Ronaldo CaiadoDEMGOSim
Rose de FreitasPMDBESSim
Sérgio PetecãoPSDACSim
Simone TebetPMDBMSSim
Tasso JereissatiPSDBCESim
Telmário MotaPDTRRNão
Valdir RauppPMDBROSim
Vanessa GrazziotinPC do BAMNão
Vicentinho AlvesPRTOSim
Waldemir MokaPMDBMSSim
Walter Pinheiro
sem partido
BANão
Wellington Fagundes
PRMTSim
Wilder MoraisPPGOSim
Zezé PerrellaPTBMGSim

Cotações do Dolar e do Euro

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